sexta-feira, 23 de outubro de 2026

 QUE VENÇA A DEMOCRACIA E A SOBERANIA NESSA ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE DO BRASIL. 

AS FUTURAS GERAÇÕES AGRADECERÃO!


 PRELÚDIO



 Caminhar no mundo de tantas posses

O cercado que separa: quem semeia de quem come.

 

 

Na véspera de um “novo tempo”

A técnica busca superar: o olhar, o ouvir, o sentir, o falar...

 

 

A palavra que ecoa na casa das palavras

Dos homens que anunciam

A arte da revelação contra a maior opressão.

 

 

A palavra que ecoa na casa das palavras

Que denuncia a mão que aleja os corpos de quem esculpi.

 

 

A palavra que ecoa na casa das palavras

Afirmando que se o verbo veio primeiro então cante para os corações e mentes: Revolução...

 


quinta-feira, 8 de outubro de 2026

                                                                 LE IT BE


 

Foi na dissonância...

Dos enigmas que traduzem as canções

O querer saber onde os pés das paixões caminham

Na estrada sinuosa do devir...

 

Gostar tanto de você

Como posso cobrar explicações

Daquilo que ainda aflora no meu peito

Como broto, como árvore

Que nasce nas pedras de meu tempo...

 

Deixe estar!

A estranha forma de responder

Aquilo que marca como tatuagem...

E se houver um dia sem você...

Porque se me faz tão bem?

Deixe estar!

 

E de absolutos escárnios

Sejam calados por nossos gemidos

Frases sussurradas aos seus ouvidos

Vem comigo!

     

 

 ABAIXO A QUERRA SANTA, GUERRA SECULAR QUE SOMENTE MATA VIDAS INOCENTES! 



CRISTO ATEU

  

Em nome de deus justificam a guerra

A terra santa sangra a paz

Das fendas os elos brotam raízes

Milênios em seis dias se faz.

 

 

Com multidões veio um homem prometendo a terra

Outro homem pedindo a paz.

“Uma terra sem povo para um povo sem terra”

Terra donde ninguém se entende mais.

 

 

E no muro de lamentos e orações...

Pedras intifadas picham soldados que fuzilam o perdão.

 

Kibutz não sejam campos

Que concentrem a divisão.

E que as fatwas não sejam facas

Cortando a expressão.

 

“Uma terra sem povo para um povo sem terra”

Eis a questão!

 

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

      CASA DOS POETAS


Lá na casa do sonho, na casa do riso
A vida ficcional determina quem é quem.

Lá na casa do sonho, na casa do riso
Ninguém é deveras feliz, tão pouco triste...
Viver o momento é presente, é a melhor tradução do que é  real...

Lá, coloco minha mais bela roupa a tua espera afrodite. Porque tu vestida para amar quer o entusiasmo dos mortais sem as artimanhas dos cultuadores da insana moral.

Nesta casa repleta de portas para entrar e nenhuma para sair
Vou contando o dia que vira proclamar que tudo não passou de indagações criadas pela simples capacidade de pensar...
Loucura; dirão a te encontrar declamando este poema bizarro!
Demente; chamaram os médicos que mentem diagnosticar o que eles também sentem!
Inspirador é o arquiteto construtor de casas cheias de devaneios e palavras...

Seu arrimo tem rimas?
Suas colunas são concretas?
Seu teto abissal, tão distante como saturno e tão intenso como o sistema neural...

Lá na casa do sonho, na casa do riso
Cidades e mais cidades são iluminadas por sua usina de vagalumes


Eu não nomeio aquele que está em todos, mas outros chamarão de louco, outros de poeta. 

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

     VIOLÕES



O tom de carícias esvai na sucessiva cadência
Do querer violar.

Teu corpo encostado em meu peito
Mãos rítmicas
 E das suas entranhas as mais belas vibrações...
Melodias, dissonâncias, cantigas para amar.

Quero ser um Luthier
No pretensioso “design” de suas paixões
Um lunático enfeitiçando o ambiente
Fazendo a corte como os bichos
No entardecer descrito naquela canção que fiz para nós dois.

Ah que saudade, ah que esperança, euforia, tu me trazes.

Em cada casa guardas um segredo
Cada batida um coração
  Escalando, escalando, escalando...

A nobreza do teu corpo
Na mata virgem de outrora
Paraíso dos jacarandás
Ressoa...

Quero ser um Luthier
No pretensioso “design” de suas paixões
Um lunático enfeitiçando o ambiente
Fazendo a corte como os bichos
No entardecer descrito naquela canção que fiz para nós dois...

       

 

GOVERNO PARALELO



Transeuntes
Meio-fio separa uma velha pedinte de correligionários
Da situação
Edificando conglomerados produtivos
Especulam
Na Bolsa dos quilos de cocaína
O morro.

Policiando
A justiça da cobra-cega
O tráfego
De influências...

Políticos
Avaliando o custo-benefício
Piramidal.

A bengala coligada
Guia
 A velha democracia

O peso da carcaça
Sucumbe a sapiência dos povos
Calcanhar-de-aquiles.


quinta-feira, 18 de junho de 2026

 FILHOS DA PÁTRIA


 

 

Discursos inflamados

Te cobram obediência

As hienas não param de dilacerar o corpo social querendo cada vez mais...

Te pedem paciência

Dizendo que deve ser filho da pátria...

 

 

Os filhos da puta

Fazem silogismo clamando pacifismo no “ceu-inferno”.