Tu, palavra desmedida inventada pelo meu povo.
domingo, 26 de janeiro de 2025
CLAVE DE SOL
MENINA DOS OLHOS
Por onde ando
Você é meu guia
Plainando, atravesso multidões para te ver de perto
E quando deparo contigo
Cara a cara
Teu brilho é como água do mar...
Um dedo em riste
Reclama meu olhar
Por que as meninas sentem ciúmes de outras meninas?
Por serem tão belas quanto elas?
Soslaios querem te fazer acreditar
Que meus olhos são apenas teus!
ORQUIDÁRIO
O que seria as coisas sem os sentidos que damos a elas...
Como o beijo faz com a boca
Um sabor melhor de todas as guloseimas
Uma comida de um alimento que nunca se farta...
O que seria as coisas sem os sentidos que damos a elas...
Como as flores...
Como as orquídeas com cores de calcinha...
Como são lindas...
As flores fazem as cores e as cores fazem as flores?
O que interessa é a importância que damos a elas...
O que seria as coisas sem os sentidos que damos a elas...
O que seria da palavra sem a poesia indagaria o poeta:
O beijo faz a flor ficar mais viva ou a dona ficar mais bela?
Logo esse ladrão de emoção...
Que rouba teu chão...
Acaricia tuas flores...
Rouba teu sono...
E você como presa em sua ousadia
Fica a espreita a espera do próximo assalto...
O que seria as coisas sem os sentidos que damos a elas...
Como as flores...
Como as orquídeas com cores de calcinha...
Como são lindas...
As flores fazem as cores e as cores fazem as flores?
O que interessa é a importância que damos a elas...
terça-feira, 14 de janeiro de 2025
ABISSAL
Mergulhando nas lentes de um olhar
Desvaneço
abrindo as asas do coração
Degradê como
as águas do mar
Cristalizar o
que é só tristeza, e o que é só alegria?
Inútil
distinguir qual a parte que me pertence.
Desarmado
entro no ringue
Sou Cortázar
abandonando os socos de boxe
Para agarrar
uma caneta e lutar pelo amor e a vida.
Sentir o
aflorar do sentido peculiar das universalidades
Dos seres e
das coisas simples.
Mas nunca é
tarde para descrever o que sinto agora
Uma imensa
satisfação de sentar na varanda do mundo
E enxergar a
ludibriante aventura humana de estar constantemente querendo...
Sair a deriva na alcoólica noite discutindo sem razão para
entender o ideal alheio, ver as mulheres passando os homens que passam, xingar
a política daqueles que jogam a bola das futilidades...
Mudando o
discurso falarei como um mecenas insinuando que não se deve cuspir nos pratos,
plantarei uma árvore mesmo que os meus negócios dependam dela, acordarei sempre
às seis da manhã chamando-a de meu bem...
Uma imensa
satisfação de sentar na varanda do mundo
Procurando
saber qual à parte que me pertence
Cristalizar o
que é só tristeza, e que é só alegria?
É a própria
vida manifestando em tudo que se move
Como uma folha
na dança do vento
Manifestai
poesia...
domingo, 5 de janeiro de 2025
sexta-feira, 3 de janeiro de 2025
ESTAÇÕES
Esta chuva caindo, caindo
Trás lembranças daqueles dias...
Que o sol brilhava
E o calor deixava-nos aquecidos.
Sei que os tempos mudam
Com ele, consequentemente nós.
Mas a natureza tem seus estágios
Nem por isso se desfaz.
Tempestades talvez apontem,
Animais famintos de amor e paz.
Mas eu quero o amanhã,
De portas abertas
Que as vidas sejam vivas
E a natureza nos conduza
A dimensões suaves e doces.
UNIVERSO PARALELO
Reticulando a imagem que vês
SEGUNDO SOL
Não quero ver...
Reflexos do remorso nos seus olhos
Depois de todo esse tempo
Que demos voltas em torno do sol...
E o meu sentir continua em sua órbita...
Meu mundo não tem mais a dança da lua
Meu sol da meia-noite perdesse para algum dia!
Quando não se tem culpa e os motivos justificam as decisões
Quando as palavras virão correntezas
Valores inundam sentimentos
Nosso universo fica vazio...
Meu mundo não tem mais a dança da lua
Meu sol da meia-noite perdesse para algum dia!
Não quero ver...
Reflexos do remorso nos seus olhos
Depois de todo esse tempo
Que demos voltas em torno do sol...
E o meu sentir continua em sua órbita...
CASA DOS POETAS