quinta-feira, 28 de agosto de 2025
ORQUIDÁRIO
O que seria as coisas sem os sentidos que damos a elas...
Como o beijo faz com a boca
Um sabor melhor de todas as guloseimas
Uma comida de um alimento que nunca se farta...
O que seria as coisas sem os sentidos que damos a elas...
Como as flores...
Como as orquídeas com cores de calcinha...
Como são lindas...
As flores fazem as cores e as cores fazem as flores?
O que interessa é a importância que damos a elas...
O que seria as coisas sem os sentidos que damos a elas...
O que seria da palavra sem a poesia indagaria o poeta:
O beijo faz a flor ficar mais viva ou a dona ficar mais bela?
Logo esse ladrão de emoção...
Que rouba teu chão...
Acaricia tuas flores...
Rouba teu sono...
E você como presa em sua ousadia
Fica a espreita a espera do próximo assalto...
O que seria as coisas sem os sentidos que damos a elas...
Como as flores...
Como as orquídeas com cores de calcinha...
Como são lindas...
As flores fazem as cores e as cores fazem as flores?
O que interessa é a importância que damos a elas...
VIDEIRA
quarta-feira, 13 de agosto de 2025
MOSAICO
Reflexos
estilhaçam o passado secular
Turvos
arco-íris lançados de canhões de luz
Num piscar de
olhos volto
Reflexão
espasma dá conta que ainda não vi a minha grande barba no meu rosto nu.
Choro de
criança
Louca aventura
de soldados de chumbo marchando para labaredas
Idéias e
paixões...
Carros sem
asas zunem na avenida do quinto andar
Mulheres na
espreita matam querendo amar
Enquanto
nascem rebentos de caixões de gelo
Manchetes
anunciam: Eram os deuses crionautas!
No bar do
Olimpo
Homens uivando
vagueiam
Afirmando que
o cavaleiro épico não existe mais...
Levantando as
taças brindam...
Superamos a
morte!
Superamos a
Morte! Superamos a morte!
Uma voz
descompassada grita:
Venceremos na
Vida! Venceremos na Vida! Venceremos na Vida!
Como um banho
de água fria a lucidez descompactua
E todos
desconversam voltando aos seus antigos lugares...