quarta-feira, 16 de outubro de 2024

 CRISTO ATEU




Em nome de deus justificam a guerra
A terra santa sangra a paz
Das fendas os elos brotam raízes
Milênios em seis dias se faz.


Com multidões veio um homem prometendo a terra
Outro homem pedindo a paz.
“Uma terra sem povo para um povo sem terra”
Terra donde ninguém se entende mais.


E no muro de lamentos e orações...
Pedras intifadas picham soldados que fuzilam o perdão.

Kibutz não sejam campos
Que concentrem a divisão.
E que as fatwas não sejam facas
Cortando a expressão.

“Uma terra sem povo para um povo sem terra”
Eis a questão!



 

        PRELÚDIO


 

 

Caminhar no mundo de tantas posses

O cercado que separa: quem semeia de quem come.

 

 

Na véspera de um “novo tempo”

A técnica busca superar: o olhar, o ouvir, o sentir, o falar...

 

 

A palavra que ecoa na casa das palavras

Dos homens que anunciam

A arte da revelação contra a maior opressão.

 

 

A palavra que ecoa na casa das palavras

Que denuncia a mão que aleja os corpos de quem esculpi.

 

 

A palavra que ecoa na casa das palavras

Afirmando que se o verbo veio primeiro então cante para os corações e mentes: Revolução...

 

 

 SUPERNOVA

 

 

Quando partir não terei remorsos do que fiz...

As saudades que levo serão compartilhadas com lembranças que deixarei...

 

 

Sem os receios que fortalecem as dúvidas fiz minhas escolhas...

Mesmo que tantos empecilhos e covardias retardassem meus propósitos...

Como a morte que não oferece caminho de retorno

A vida que te deu o mundo também o deixará...

 

 

Seguirei nesta outra jornada com luz própria

A caminho de tantas outras estradas da natureza cósmica...