quarta-feira, 6 de novembro de 2024

                                                     Com o relógio à vista

Corre feito louco

Atropelando camelôs e bugingangas

Correm entre os carros, prédios, lotações, corre...

Pra pagar as contas, pra poder comer, vestir o filho, pra esquecer Maria que cobra todo dia um pouco de atenção para o seu tesão...

Sem perceber que sua vida parada como pedra no caminho a espera de algum tropeço o desperte.

Xingando ter culpa os pais dos filhos da puta do atraso de sua partida

Zé quer ter promoção ao chegar no trabalho onde o patrão de sentinela e com relógio a prazo te dará o troco.

 

Zés destes tempos

Não sente que já é tempo

Tempo de viver enquanto a vida escorre pelos dedos

Decodificando seu submundo.

 

Tempo senhor das Eras

Tempo senhor dos tempos

Homem escravo do tempo

Homem escravo do homem

 

Escravo

do

 

ESCRAVO.

 

 

 

A PENÚLTIMA REVOLUÇÃO

 

Quando ouço certas canções

Pedaços de sentimentos...

Temores, desejos, lutas e glorias!

Não cabe em meu pensamento

Não cabe em meu sentimento

Não cabe essa incessante vontade de prosseguir...

Não cabe aceitar a efemeridade dos extremos da riqueza e pobreza

Não cabe...

 

 

Vamos!

Peguemos as armas...

Vamos!

Lutemos até a morte da alienação.

“Quem anda com luz própria, nada pode apagar...”

 

 

Não temos mais nada a perder

Ou nosso propósito alimentara as nossas vidas

Ou a predestinação do sistema guiara todos ao caos.

Não a justiça para quem esta morto.

 

Vamos!

Peguemos as armas...

Vamos!

Lutemos até a morte da alienação.

“Quem anda com luz própria, nada pode apagar...”

 

Nossos filhos agora terão o que fazer...

Façamos o movimento

Façamos a Revolução

Que a Consciência fará o resto...