quarta-feira, 13 de abril de 2011


POEMA DEDICADO A CONSCIÊNCIA DE CLASSE, A DEMOCRACIA OPERÁRIA E A AÇÃO DIRETA DOS POVOS.

( Contribuição ao vídeo documentário "Da servidão moderna" disponível na internet de forma voluntária e revolucionária. Não deixem de assistir... )


Com o relógio à vista

Corre feito louco

Atropelando camelôs e bugingangas

Correm entre os carros, prédios, lotações, corre...


Pra pagar as contas, pra poder comer, vestir o filho, pra esquecer Maria que cobra todo dia um pouco de atenção para o seu tesão...

Sem perceber que sua vida parada como pedra no caminho a espera de algum tropeço o desperte.


Xingando ter culpa os pais dos filhos da puta do atraso de sua partida

Zé quer ter promoção ao chegar no trabalho onde o patrão de sentinela e com relógio a prazo te dará o troco.


Zés destes tempos

Não sente que já é tempo

Tempo de viver enquanto a vida escorre pelos dedos

Decodificando seu submundo.


Tempo senhor das Eras

Tempo senhor dos tempos

Homem escravo do tempo

Homem escravo do homem


Escravo

do

ESCRAVO.

Nenhum comentário:

Postar um comentário