segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O MENINO E A RUA

       

                Olho para rua e vejo
                A criança que fui ontem.
                Estes meninos que brincam com gestos de preocupação
                No entanto, o ar inspirador de sonhos e fantasias
                Produz a eminente inocência.

                Olho para a rua e vejo
Que além das crianças e velhos sentados a beira das calçadas
                Somente o tráfego de pensamentos perdidos
                Vagam na insensatez desapercebida
                De um mundo velhaco
Que ignora o passado dos velhos que repousam a beira das calçadas...
               
                Olho para a rua e vejo
                Que aquela criança não brinca mais nestas ruas.
                Será que cresceu e fora atrás de seus sonhos
                Ou buscar respostas as suas preocupações?

Será que se desencantou com o mundo que acreditava existir?
                Para onde fora o menino desta rua!
                Dizem que partiu rumo ao sul.
                Dizem que não tem moradia fixa.
Dizem que ocupa seu tempo lendo histórias de lutas e rebeldia
                E que um dia ira reconstruir seu sonho perdido
E buscará aquele menino que costumava brincar nesta rua.


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