O MENINO E A RUA
Olho para rua e vejo
A criança que fui ontem.
Estes meninos que brincam com
gestos de preocupação
No entanto, o ar inspirador de
sonhos e fantasias
Produz a eminente inocência.
Olho para a rua e vejo
Que além das crianças e velhos sentados a beira das calçadas
Somente o tráfego de pensamentos
perdidos
Vagam na insensatez
desapercebida
De um mundo velhaco
Que ignora o passado dos velhos que repousam a beira das calçadas...
Olho para a rua e vejo
Que aquela criança não brinca
mais nestas ruas.
Será que cresceu e fora atrás de
seus sonhos
Ou buscar respostas as suas
preocupações?
Será que se desencantou com o mundo que acreditava existir?
Para onde fora o menino desta
rua!
Dizem que partiu rumo ao sul.
Dizem que não tem moradia fixa.
Dizem que ocupa seu tempo lendo histórias de lutas e rebeldia
E que um dia ira reconstruir seu
sonho perdido
E buscará aquele menino que costumava brincar nesta rua.
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