sexta-feira, 25 de setembro de 2020

 

VIDA REMOTA 

 

 

Todo momento deparo com suas esquisitices 

De estar sempre querendo falar de seus atropelos 

De suas injúrias contra tudo e todos... 

Estou tão cansado de ver teu reflexo 

Tuas reflexões sobre você mesmo!

Sobre esse mundo que tanto almeja, mas jamais verá na sua existência ... 

 

Infeliz, pandêmico, grotesco é te ver todo dia  

Ao acordar, a boca seca pedi menta...

Minta... É sua ninfa e amante de Hades!



Quer mesmo é dar o fora... 

Mas é covarde e está sozinho...

Mas fica nessa conversa doida consigo 

Com palavras rebuscadas de seu vocabulário academicista. 

Solilóquio, solitário ou reservado é a mesma coisa seu egocêntrico 

Fugindo de tudo diz que foi infectado por esse mal que assola o mundo dos isolados... 

Amigos se tivesse não te ajudaria... 

Teus amigos são na verdade um celular e um laptop...

 

Agora quer ser salvo de si mesmo 

Mas a verdade e que desse mal ninguém terá a cura! 

E quando tua covardia romper sua timidez 

Estará no último fôlego... 

Querendo confessar que queria mais uma chance de dizer e fazer o que nunca foi capaz... 

Cumprido sua missão teu corpo não te aguenta mais 

E teu cortejo limitado será para não contagiar os demais infectados... 

E você com seus tantos eus 

Dirão que ainda há tempo 

De sair dessa reflexão refletida nesse teu espelho e de teu pequeno mundo...  

       

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