quarta-feira, 12 de maio de 2010

O MENINO E A RUA

Olho para rua e vejo

A criança que fui ontem.

Estes meninos que brincam com gestos de preocupação

No entanto, o ar inspirador de sonhos e fantasias

Produz a eminente inocência.


Olho para a rua e vejo

Que além das crianças e velhos sentados a beira das calçadas

Somente o tráfego de pensamentos perdidos

Vagam na insensatez desapercebida

De um mundo velhaco

Que ignora o passado dos velhos que repousam a beira das calçadas...


Olho para a rua e vejo

Que aquela criança não brinca mais nestas ruas.

Será que cresceu e fora atrás de seus sonhos

Ou buscar respostas as suas preocupações?

Será que se desencantou com o mundo que acreditava existir?


Para onde fora o menino desta rua!

Dizem que partiu rumo ao sul.

Dizem que não tem moradia fixa.

Dizem que ocupa seu tempo lendo histórias de lutas e rebeldia

E que um dia ira reconstruir seu sonho perdido

E buscará aquele menino que costumava brincar nesta rua.

Um comentário:

  1. A rua não é a mesma nao tem mais fantasia no lugar da inocencia só resta violencia
    e só mudara no dia em que voltaremos nela a brincar com o mesmo sonho.

    ResponderExcluir